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sábado, 15 de janeiro de 2011

O Brasil na mídia italiana


A revista Geo, na edição deste mês, dedica 41 páginas para falar sobre o que fez e faz o país ser uma grande economia após anos sendo apenas uma promessa. Com uma manchete batida (Brasil, a nova grande potencia) o periódico não diz nada diferente e reafirma alguns estereótipos como a ausência, quase nula, da classe média brasileira. A fotografia, embora de qualidade, procura enfocar a pobreza. Imagens de favelas, prostituta com clientes, exercito nos morros, catadores de lixo etc.
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De novo vem a explicação bem resumida do que nos permitiu chegar onde estamos e vamos: estabilização da economia, redução da inflação e mercado consumidor interno. Algumas besteiras foram ditas como dizer que o petróleo é um dos responsáveis por este momento e Lula como o pai da criança. Porém seria necessário ressaltar que muita coisa aconteceu antes da descoberta da bacia de petróleo na divisa do RJ e ES, em 2007, mas a revista falha nisso. Sobre o ex-presidente, parecia até campanha publicitária. Mas dou uma trégua pois sei que, a exemplo anterior, o povo sempre chora o rei morto.
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Particularmente gostei da introdução histórica sobre a exploração do ouro no período colonial. Minas Gerais, principalmente a região da Estrada Real (ou Circuito Barroco), ganhou fotos e texto especial. Meu coração mineiro pulsou de alegria com tanta beleza. Amo, apenas isso posso dizer.
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O investimento em pesquisas também ganhou destaque. Aliás, outro dia li no jornal Corriere della Sera que o segredo do governo brasileiro foi investir em pesquisas há 20 anos pois isso permitiu o país se tornar líder no setor de biocombustível e outros mais. Pena que a revista não oferece a oportunidade de leitura on line!
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Mi manca tanto Brasile.
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Enquanto isso, do lado de cá...

O premier Silvio Berlusconi é indagado sobre corrupção e prostituição de menores pela Procura de Milano. A questão é relacionada à possível pressão que o presidente do Conselho fez sobre a Questura (delegacia) para liberarem a marroquina Karima Rudy El Mahroug, na época com 17 anos. Numa tradução livre, com a manchete "O caso Rudy", o Corriere della Sera diz: Com o objetivo de ocultar o fato de ter sido cliente de uma prostituta menor de idade em vários finais de semana em Arcore, e conseguir a impunidade sobre este delito e evitar a notificação de festas em sua casa na região, o presidente do Conselho, na noite de 27 e 28 de maio de 2010, teria abusado de sua qualidade de primeiro ministro para induzir os funcionários da Delegacia de Milano a tutelar Rudy, que tinha fugido de uma comunidade de menores, à conselheira regional da lombardia Nicole Minetti. Clique no link para ler a matéria na íntegra, em italiano.
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Do pouco que acompanho da política italiana posso completar dizendo que o primeiro ministro faz o que quer na Itália e já está no mesmo nível moral dos estadistas existentes pelo mundo. Seu descontrole sexual já está à beira da compulsão de um velho senil.
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Buon weekend a tutti!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Depois da tempestade, o permesso

No dia 15 de fevereiro deste ano vivenciei umas das experiências mais difíceis da minha vida na Itália. Como contei aqui, perdi o meu permesso e recebi uma carta das autoridades italianas dizendo que tinha 15 dias para sair do país ou fazer causa. Quem esteve perto de mim sabe que perdi o chão. Mas resolvi lutar e, mesmo sem emprego, fui buscar um advogado para me defender.

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Quatro meses depois eu consegui rever o meu permesso e, melhor, mudei de classificação. Saí do família e passei para permesso de lavoro (trabalho). A vantagem é que agora não dependo mais da minha prima e posso ir para onde quiser dentro da Itália, porém tenho sempre que estar trabalhando com carteira assinada.

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De tudo, fica a sensação que venci uma batalha e que me livrei de uma gaiola. Aliás, me sinto um pássaro. Daqueles que fazem ninhos nos mais altos picos e tem prazer em dar vôos rasantes nos precipícios. Às vezes assusta e eu sei que não sou alguém dotada de sorte ou algo fora do comum. Sou uma pessoa normal, que precisa de colo, de apoio, que tem medo, que acha que não vai dar, mas sempre luta para realizar os objetivos.

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Nisto tudo eu tenho que agradeçer à todas pessoas especiais que me deram força, ânimo e me encorajam. Inclusive quem vem aqui e mandou energias positivas para mim mesmo sem eu saber quem seja, viu Eva! Como disse Abraham Lincoln “estranhos são amigos que ainda não conhecemos”. Obrigada de verdade! Vocês foram fundamentais neste processo.

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Como se diz em italiano: Grazie mille!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Noticias direto de Roma

... e com os pés gritando para que eu saia de cima deles, posso dizer que esta é a minha cidade italiana. Sem duvida alguma. O calor, as pessoas, o ambiente me fazem sentir um pouco perto do Brasil. Até a confusao no transito e as ruas sujas ..rs
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Agora, pq ninguem me disse que o Coloseo hipnotisa as pessoas? Fiquei 5h horas e tive que convenser a cabeça que tinha que ver outras coisas..Ah, e pela minha primeira vez briguei feio com um italiano. Mas isso eu vou postar quando chegar em casa.
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Amanha tem mais. Vaticano e um giro fora da mura.
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Aguardem fotos.
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Ciao!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Brasileira torturada na Suiça aborta gêmeos

Ok, post atrasado e nem é meu mas de grande importância. Como denuncia e para mostrar que a xenofobia é viva na Europa. A matéria foi copiada do blog do jornalista Noblat. Quem não conhece o espaço fica a dica. Basta clicar aqui.



Paula, quando estava grávida de três meses

A advogada Paula Oliveira, 26 anos de idade, funcionária em Zurique, na Suiça, do maior conglomerado econômico da Dinamarca, A P Moeller/Maersk, líder mundial em transporte marítimo de contêineres, foi atacada na noite do último domingo por três skinhead neonazistas.
Um deles exibia uma suástica tatuada atrás da cabeça.
Dois dos agressores a imobilizaram depois de espancá-la e deixá-la seminua. O terceiro sacou de um estilete e passou a retalhar várias partes do seu corpo - braços, pernas, barriga e costas.
O ato final da sessão de tortura foi entalhar nas duas coxas de Paula a sigla SVP - Scheiz Volks Partei. Em português, Partido Popular da Suíça ou Partido do Povo Suíço.
Paula estava grávida de gêmeos há três meses. Eram duas meninas. A agressão a fez abortar.
Há pouco, ela estava em um hospital de Zurique. Os médicos ainda não haviam decidido se deveriam esperar que o organismo expelisse a placenta espontâneamente ou se deveriam submeter Paula a uma curetagem.
Ela estava pronta para se casar nos próximos meses com Marco Trepp, economista suíço e pai de suas filhas.
- O que fizeram com minha filha parece uma história de filme de terror - disse-me o advogado Paulo Oliveira, secretário parlamentar do deputado federal Roberto Magalhães (DEM-PE), ex-governador de Pernambuco.
Oliveira embarcou, ontem, às pressas para Zurique. Ele foi acordado por um telefonema da filha às 4h da segunda-feira. Paula lhe contou o que acontecera.
Ela mora em um apartamento de dois quartos em Dubendorf, cidade a menos de três quilômetros de distância de Zurique. Voltou para casa de trem como costuma fazer.
Ao sair da estação, foi abordada por três homens brancos, carecas e vestidos de preto. Paula falava pelo celular com a mãe no Recife.
Há poucos prédios nas vizinhanças da estação. E há uma área cheia de arbustos. Foi para lá que os três homens conduziram Paula.
Naquele dia, os suiços tinha votado em plebicisto nacional para decidir se mantinham ou não o acordo de livre circulação pelo país de trabalhadores da União Européia. O acordo permitiu em 2002 que 200 mil cidadãos europeus trabalhassem na Suiça.
Por 59,6% dos votos, o acordo foi confirmado. Dos 26 cantões suiços, apenas quatro votaram contra o acordo.
O Scheiz Volks Partei é o maior partido político da Suiça, também conhecido ali como União Democrática de Centro. É o que governa o país.
Embora oficialmente tenha proposto a confirmação do acordo, o partido está dividido quanto à questão. A ministra da Justiça, por exemplo, foi a favor. O ministro da Defesa, contra.
Nas ruas de Zurique ainda restam gigantescos cartazes onde aparece desenhado o mapa do país, como se fosse um pedaço de carne, sendo bicado por vários corvos, identificados com os imigrantes.
"Passe livre para todos? Não!", está escrito nos cartazes.



O que denunciou a condição de imigrante de Paula foi o português falado por ela com a mãe ao telefone. Os três agressores não queriam molestá-la sexualmente. Nem mesmo roubá-la. A intenção deles era apenas fazê-la sofrer.
A sessão de tortura durou cerca de 10 minutos. Uma vez terminada, Paula correu para um banheiro da estação e de lá telefonou para o namorado pedindo socorro. Ele chegou acompanhado de uma ambulância e do detetive da polícia de Zurique Hug Andreass. Paula foi levada para um hospital em Zurique.
Enquanto era tratada pelos médicos, ouviu mais de uma vez do detetive:
- Se a senhora estiver mentindo será processada.
Na manhã de hoje, a consul-geral do Brasil em Zurique, a embaixadora Vitória Clever, conversou com o pai de Paula e telefonou para a polícia pedindo informações sobre o caso. Disseram-lhe que o pedido deveria ser feito por escrito. Na mesma hora, a embaixadora mandou o pedido por escrito.
Recebeu uma resposta escrita e assinada pelo detetite Andreass. Ele sugeriu que ela procurrasse informações com a própria vítima da agressão.
A embaixadora, agora, se reportará ao chefe da polícia de Zurique.
Paula voltará ao Brasil na próxima semana.


OBS.: Não coloquei as fotos do corpo retalhado mas podem ser vistas no link acima. Basta procurar na data 11/02, às 15h52.