sábado, 4 de abril de 2009

Porque é bom ter você como irmão!

Minha mãe conta que ele não me queria. Na verdade, ele não queria uma menina porque não seria seu companheiro para jogar bola. Com uma semana eu o conquistei. Ele não resistiu àquela coisinha branca que piscava os olhos pra vê-lo e esticava as mãozinhas para agarrá-lo. E assim eu fiquei. Nas minhas primeiras palavras seu nome era quase grego e, assim, o que pronunciei ficou sendo até hoje.

Ele era o mais bonito entre os meninos e todas a minha amiguinhas queriam namorá-lo. A marca que tenho na testa é o que sobrou da nossa brincadeira de Davi e Golias. Não sei porque mas ele, que era maior, foi o Davi. Nós éramos como cão e gato. Quando nossos pais precisavam nos deixar sozinhos em casa, quase nos suplicavam para não brigarmos. Ele me chamava de gorda mal sabendo que, um dia, o feitiço ia virar contra o feiticeiro. E a bela da história seria eu .. rs.

Todo o talento para a música que havia no ventre materno foi levado por ele que nasceu primeiro. Aprendeu a tocar violão com 8 anos. Dedilhava como poucos. Anos depois, aprendeu a tocar bateria e já era um ótima guitarrista. Contra-baixo e teclado não o faziam medo. E foi com ele que aprendi ouvir o instrumental de uma música. Ele era o inteligente, eu a esforçada. As professoras não entendiam como aquele menino conversava tanto na sala de aula e ainda sabia todas as respostas. Não me lembro de tê-lo visto estudando em toda a vida. Também amava uma "pelada". Sumia de casa, quase matava minha mãe de preocupação, só para jogar com os amigos. E fazia questão de não avisar onde era o campinho para não ser retirado na marra pelos nossos pais.

Depois nos descobrimos e tornamos grandes amigos. Andávamos de mãos dadas. Alguns pensavam que éramos namorados. E ele continuava lindo. Divertido, sempre com uma tirada para fazer alguém rir. Quando tinha que fazer alguma viagem rápida do trabalho, me ligava dizendo que ia me pegar para ir com ele. Era o único que me deixava colocar os pés nos vidros dianteiro do carro. Nesta época, aprendi com ele a admirar a beleza de uma mulher. Todas que ele achava bonita, principalmente as loiras, fazia questão de me mostrar e fazer comentários. Semanas antes de casar, me disse que o seu desejo era casar com uma mulher como eu. Com as mesmas qualidades e características que ele tanto admirava. Até hoje foi a mais bela declaração de amor que ouvi.

Ele é teimoso mas reconhece que tenho razão. Ao contrário de mim, sempre conseguiu as coisas com nossos pais sem precisar brigar. É o queridinho da mamãe. No período mais difícil que passou, eu tive raiva dele. Ele não sabe, mas o que ele diz tem grande importância para mim. Não suporta ver um ex-namorado meu pelo mal que me fez. Não acredita em mim atrás do volante mas tem o maior orgulho das minhas conquistas. Ele sabe que pode contar comigo, e eu com ele. Pode morrer de raiva, mas faz o que eu peço. Ele é flamenguista. Não conheço alguém que não o ache o maior barato. Têm o dom de fazer amizade e conquistar as pessoas. E se quero ter muitos filhos é porque quero que estes tenham a oportunidade de viver o que vivi com ele e saber como é bom ter irmão.

E hoje, ele, o Edi, meu irmão, faz aniversário. É o primeiro em que estaremos longe mas meus pensamentos são todos para ele. São 36 anos conosco e, dos quais, eu tenho muito orgulho. Parabéns pela pessoa que você é. Te amo.


PS.: inspirado num post similar ao da Ticcia.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Você sabe abrir portas?

Com pouco tempo morando na Itália ouvi minha prima dizendo que ela era uma pessoa que sempre abria portas, jamais fechava. Referia-se ao fato de sempre aceitar as novas oportunidades que surgiam. Estas poderiam vir em forma de novos conhecidos, propostas de emprego, lugares para conhecer etc. O fato é que o "abrir portas" ficou na minha cabeça.

Gostaria de ter um artigo científico para citar sobre o assunto mas não tenho. O que tenho é apenas a experiência própria de vida que gostaria de compartilhar. Sem saber, ao longo dos meus 32 anos de vida, eu tenho aplicado a teoria da minha prima no meu dia-a-dia. Antigamente eu chamava de Síndrome de Polyana (já leu este livro?), porém hoje eu sei que é o meu desejo de ir avante e não esperar que alguém faça por mim pois pode ser que ninguém o faça.

As vezes eu vejo as pessoas sofrendo com as suas vidas, como estão infelizes com as suas escolhas mas não conseguem mudar. Será que realmente tentaram? As pessoas mais desistem do que fracassam, dizia um amigo. Meu início profissional foi complicado. Somente depois de fazer minha pós que conseguir entrar no mercado. E quando entrei, recebia um salário de estagiário. Claro que sentia raiva mas aí eu lembrava que, embora com uma especialização, eu não sabia nada. Assim, quem ganhava era eu pois iria realmente aprender. E, para minha sorte, quem foi minha "guia" é uma super profissional da área com passagem em grandes jornais e revistas brasileira. Depois de dois anos, eu vivia a fase cisnei do patinho feio. Havia aprendido e o meu nome era reconhecido.
Então resolvi que era hora de encarar um desafio maior e mudar para Itália. Para vir para cá eu me preparei por 2 anos. Juntei dinheiro, pensei em qual seria o meu objetivo aqui e no que teria que aceitar para viver o meu projeto. Em nenhum momento o trajeto foi fácil. Juntar dinheiro significava abrir mão de passeios, sair com amigos, roupa nova, salão todos os finais de semana, aquele livro que custava acima dos demais... Mas eu tinha um alvo e era preciso focar nisso para não me perder. Ao chegar na Bota, sem falar nada de italiano, comecei a trabalhar como badanti. Humilhante para uma jornalista? Não para mim. Era a oportunidade de viver com uma família italiana (maravilhosa), aprender a língua, ter tempo para viajar e não me preocupar com o dinheiro. Foi outra porta que abri.

Aqui, vejo brasileiros que mais fecham portas do que abrem. Como o caso de uma conhecida que estava tirando a cidadania e não poderia trabalhar, conseguiu um emprego e o perdeu porque se achava no mesmo direito que os italianos. Fechou uma porta e voltou para casa. OBS.: Não quero dizer que brasileiro tem que abaixar a cabeça no exterior mas sim se colocar no seu lugar. Quem não sabe a língua, consegue um emprego com todas as vantagens que os demais mas mesmo assim se sente explorado não tem condições de viver fora do Brasil.

Existem portas de diversas formas e fechaduras. Entender isso e usar a melhor forma para abri-las é uma questão de escolha. O que vem depois não diz respeito a sorte e sim na forma como você vai lidar com tudo isso. Exceto nos dias de TPM, eu estou contente com as portas que abri. E você, sabe abrir portas?

segunda-feira, 23 de março de 2009

Verona - I Parte



















A fictícia história de Romeu e Julieta tem um cenário real, Verona. A cidade é uma das mais antigas e belas cidades da Itália capaz de conquistar qualquer turista que esteja disposto a permanecer por dois dias no local. Situada no Veneto, com mais de 270 mil habitantes, é a segunda maior da região, sendo Veneza a primeira. Mas quem pensa que esta última pode tirar o brilho da primeira, corre o risco de não conhecer a cidade que inspirou o famoso romance de William Shakespeare.
Verona tem uma beleza inconfundível, rica de beleza natural e com importantes monumentos representativos datados do período romano. E são justamente o Anfiteatro e o Teatro Romano duas das atrações veronês que despertam maiores paixões nos turistas. Os dois são reconhecidos internacionalmente com os Espetáculos Líricos na Arena (como é conhecido o Anfiteatro) e os Festivais Shakespearianos, respectivamente.

Arena - Com grandes dimensões, somente é ultrapassada pelo Coliseu. A fachada, com suas pedras vermelhas, inspirou toda a arquitetura veronesa durante o Renascentismo e demais séculos. Porém, é preciso ir ao interior do local para sentir a força e grandiosidade que se possa imaginar. Inicialmente construída para as lutas de gladiadores e às caçadas, hoje é um dos maiores palcos do mundo para as apresentações líricas. Dependendo do calendário dos eventos, é possível assistir e se emocionar com uma ópera de Verdi. Toda a cenografia, orquestra, segurança etc faz acreditar que é um filme. Mas basta os primeiros acordes para se ter certeza que está diante de um dos mais belos espetáculos produzidos pelo homem. E quem acha que é caro, o ingresso mais simples custa 25 euros. Mais informações no site http://www.arena.it/. Durante o dia, o espaço é aberto a visitações. Fique atento. Na bilheteria tem a opção de comprar o ingresso para conhecer somente a Arena ou o cartão VeronaCard. Este último oferece grandes vantagens. É vendido em duas versões, de 8 e 12 euros. O primeiro permite entrar nos mais importantes pontos turísticos da cidade por um dia. Tem direito a Arena, Torre dei Lamberti, Casa e Tomba di Giulietta, Teatro Romano, Museo Lapidario, Museu di Castelvecchio, Museo di Storia Naturale, Museo della Radio d'Epoca, Duomo e as Igrejas di S. Zeno, S. Lorenzo e S. Anastasia. A secunda opção oferece três dias consecutivos de visitas aos pontos turísticos mais alguns em Lago di Garda. Foto do site oficial.

Teatro Romano - Construído na segunda metade do século I a.C, de frente para o rio Ádige, está posicionado numa parte que permite ver boa parte da cidade. Na parte oriental tem a Igreja dos Santos Siro e Libera, do século X. Acima do Teatro está o Museu Arqueológico pelo qual se tem acesso por um elevador. Alí estão expostas importantes artefatos da era Verona romana. Importantes mosaicos, estátuas, cerâmicas gregas e italiotas, esculturas com cenas de vida familiar etc. Tudo catalogado e com informações em 5 línguas. Um ótimo local para deixar a hora passar. Foto retirada deste site. Atrás do Teatro tem um lugar que, por si, vale a pena conhecer Verona. Uma dica é deixá-lo por último, no final da tarde, e assistir ao por-do-sol. Para chegar lá é preciso sair do Teatro e, à direita, subir uma via íngrime e estreita. Ideal para descansar, beber da água refrescante de uma das tantas fontes e fazer uma terapia diante do espetáculo que surge diante dos olhos.

Jardim Giusti - Um dos mais belos jardins renascentistas da Itália (1580). Pertence ao Palazzo Giusti e dividi-se em duas partes: o inferior tem desenhos geométricos em seus canteiros, labirinto, fontes, estátuas que se opõe ao superior, que é mais natural, com uma grande avenida de ciprestes e uma escada interna em caracol.


Torre dei Lamberti - Quer emoção, adrenalina e por à prova sua resistência física? Suba os 368 degraus da construção. Tem um elevador mas não há garantia de estará funcionando. Garantia mesmo é da visão panorâmica da cidade. Que tal? Depois, na hora da retornar, basta se refrescar tomando um gelato na Piazza dell Erbe que fica proxima ã Torre.






Casa di Giulietta - Uma palacete simples e com poucos móveis. Na entrada tem a estátua de bronze da estrela de Shakesper. Diz a lenda que quem coloca a mão sobre o seio da "ragazza" terá sorte no amor. A pergunta que não quer calar: se nem ela teve sorte, quem pode garantir? O local também chama atenção por um dos grandes desrespeito a um patrimônio cultural italiano. Na entrada da casa as paredes estão pintadas, escritas, rabiscadas com nomes de casais que por alí passaram. Prova de amor? Não. Ignorância. Independente da história do escritor inglês, o local é um patrimônio histórico, do século XIII. Um verdadeiro absurdo!


Castelvecchio - Imperdível! Construído para fins de defesa externa e interna do poderoso Casagrande II, em 1354, hoje é um dos museus que tem uma grande variedade de objetos medievais. Obras de arte sacras, armas e estátuas estão dispostas nas 26 salas do castelo. O pátio das armas é outro espaço belo com fonte de água potável. As muralhas ... Ah, as muralhas! Permitem vista para a Ponte Scaligero e o Ádige. Em determinados pontos é possível entender estratégias de guerra e defesa do castelo.

Bem, Verona tem muito mais. Para não ficar cansativo deixo esta primeira parte. Continuarei em outro post.
Gostaram?

PS: As fotos não assinaladas fazem parte do arquivo pessoal.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Tip's do lado de cá

Muito desanimo para escrever. Com o final dos estudos se aproximando, é hora de concentrar atenção sobre os livros para não fazer feio.
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Meu aniversário se aproxima e quero uma Nikon D60 de presente. Como pretendo fazer meu mestrado em fotojornalismo este ano, tenho que estar por dentro do manuseio deste tipo de equipamento. Para falar a verdade, estou louca para fotografar com uma maquina de "gente grande".
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E por falar em mestrado, achei dois que me interessam. Este e esse. Alguém tem informações eles. O primeiro encontrei com indicação da National Geographic. Para mim, palavra sacra.
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Considerações sobre o post referente a brasileira na Suíça. Fiz o que a maioria da imprensa brasileira fez: comprei uma barriga. Decepção comigo mesma. Vou ali tomar meus antidepressivos.
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E a primavera esta chegando e, consequentemente, os dias estão ficando mais longos e quentes. Este final de semana a temperatura esteve na casa dos 16°C. Acho que este ano a estação vai ser realmente bela, diferente do ano passado. Esperem fotos.
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Já faz quase um ano na Itália. O que eu mais gosto aqui? De andar tranquila nas ruas que geralmente são limpas e arborizadas, do estilo italiano de comer e beber com arte, do fato de não precisar de conversar com um italiano com curso superior para ele entender o quê ou de quem estou falando, e, principalmente, dos próprios italianos.
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Coisa que me encanta neste país; entrar numa livraria e encontra-la cheia de pessoas, inclusive crianças, folheando livros e levando para casa.
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Alguma coisa me diz que tenho que voltar para o mundo real e resolver minha vida.
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Promessa é divida. O próximo post será sobre turismo na Itália.
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Baccio!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Idioma canino


Qual o som do latido do seu cachorro? Ele faz au-au ou bau-bau?

Os moradores deste exótico pais chamado Itália dizem que os cães latem "bau-bau".

Alguém pode me dizer se existe idioma canino? Vai que tem até escola para os mimosos aprenderem uma outra "língua". Imagina!

Acho que já vi de tudo!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Brasileira torturada na Suiça aborta gêmeos

Ok, post atrasado e nem é meu mas de grande importância. Como denuncia e para mostrar que a xenofobia é viva na Europa. A matéria foi copiada do blog do jornalista Noblat. Quem não conhece o espaço fica a dica. Basta clicar aqui.



Paula, quando estava grávida de três meses

A advogada Paula Oliveira, 26 anos de idade, funcionária em Zurique, na Suiça, do maior conglomerado econômico da Dinamarca, A P Moeller/Maersk, líder mundial em transporte marítimo de contêineres, foi atacada na noite do último domingo por três skinhead neonazistas.
Um deles exibia uma suástica tatuada atrás da cabeça.
Dois dos agressores a imobilizaram depois de espancá-la e deixá-la seminua. O terceiro sacou de um estilete e passou a retalhar várias partes do seu corpo - braços, pernas, barriga e costas.
O ato final da sessão de tortura foi entalhar nas duas coxas de Paula a sigla SVP - Scheiz Volks Partei. Em português, Partido Popular da Suíça ou Partido do Povo Suíço.
Paula estava grávida de gêmeos há três meses. Eram duas meninas. A agressão a fez abortar.
Há pouco, ela estava em um hospital de Zurique. Os médicos ainda não haviam decidido se deveriam esperar que o organismo expelisse a placenta espontâneamente ou se deveriam submeter Paula a uma curetagem.
Ela estava pronta para se casar nos próximos meses com Marco Trepp, economista suíço e pai de suas filhas.
- O que fizeram com minha filha parece uma história de filme de terror - disse-me o advogado Paulo Oliveira, secretário parlamentar do deputado federal Roberto Magalhães (DEM-PE), ex-governador de Pernambuco.
Oliveira embarcou, ontem, às pressas para Zurique. Ele foi acordado por um telefonema da filha às 4h da segunda-feira. Paula lhe contou o que acontecera.
Ela mora em um apartamento de dois quartos em Dubendorf, cidade a menos de três quilômetros de distância de Zurique. Voltou para casa de trem como costuma fazer.
Ao sair da estação, foi abordada por três homens brancos, carecas e vestidos de preto. Paula falava pelo celular com a mãe no Recife.
Há poucos prédios nas vizinhanças da estação. E há uma área cheia de arbustos. Foi para lá que os três homens conduziram Paula.
Naquele dia, os suiços tinha votado em plebicisto nacional para decidir se mantinham ou não o acordo de livre circulação pelo país de trabalhadores da União Européia. O acordo permitiu em 2002 que 200 mil cidadãos europeus trabalhassem na Suiça.
Por 59,6% dos votos, o acordo foi confirmado. Dos 26 cantões suiços, apenas quatro votaram contra o acordo.
O Scheiz Volks Partei é o maior partido político da Suiça, também conhecido ali como União Democrática de Centro. É o que governa o país.
Embora oficialmente tenha proposto a confirmação do acordo, o partido está dividido quanto à questão. A ministra da Justiça, por exemplo, foi a favor. O ministro da Defesa, contra.
Nas ruas de Zurique ainda restam gigantescos cartazes onde aparece desenhado o mapa do país, como se fosse um pedaço de carne, sendo bicado por vários corvos, identificados com os imigrantes.
"Passe livre para todos? Não!", está escrito nos cartazes.



O que denunciou a condição de imigrante de Paula foi o português falado por ela com a mãe ao telefone. Os três agressores não queriam molestá-la sexualmente. Nem mesmo roubá-la. A intenção deles era apenas fazê-la sofrer.
A sessão de tortura durou cerca de 10 minutos. Uma vez terminada, Paula correu para um banheiro da estação e de lá telefonou para o namorado pedindo socorro. Ele chegou acompanhado de uma ambulância e do detetive da polícia de Zurique Hug Andreass. Paula foi levada para um hospital em Zurique.
Enquanto era tratada pelos médicos, ouviu mais de uma vez do detetive:
- Se a senhora estiver mentindo será processada.
Na manhã de hoje, a consul-geral do Brasil em Zurique, a embaixadora Vitória Clever, conversou com o pai de Paula e telefonou para a polícia pedindo informações sobre o caso. Disseram-lhe que o pedido deveria ser feito por escrito. Na mesma hora, a embaixadora mandou o pedido por escrito.
Recebeu uma resposta escrita e assinada pelo detetite Andreass. Ele sugeriu que ela procurrasse informações com a própria vítima da agressão.
A embaixadora, agora, se reportará ao chefe da polícia de Zurique.
Paula voltará ao Brasil na próxima semana.


OBS.: Não coloquei as fotos do corpo retalhado mas podem ser vistas no link acima. Basta procurar na data 11/02, às 15h52.