quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Roma – 2° dia

Senta que lá vem história...
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Comecei o dia cedo. Às 7h30 já estava na rua após um horrível café da manhã no albergue. Uma boa desculpa para tomar um cappuccino num bar. No roteiro do dia priorizei lugares públicos que não seria necessário pagar para ver. Como na jornada anterior tinha andado muito de ônibus e vi muitos pontos interessantes, decidi inseri-los entre as fontes e praças principais do roteiro. Aliás, foi uma descoberta para mim. Andar de metro é muito mais rápido mas impede de ver coisas que estão fora do “pacote”. Esta opção só foi escolhida quando já estava muito cansada ou precisava economizar tempo.

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Primeira parada, Fontana di Trevi. Para uma cidade como Roma, este monumento é bem recente visto que foi construída há pouco mais de 240 anos num projeto de Nicola Salvi. Até ficar pronta foram necessárias três décadas. Impressionante os detalhese beleza das esculturas. As estátuas parecem que tem movimento. Para quem quer vê-la sem uma multidão de turistas em volta, é aconselhável ir bem cedo. A água que mantêm a fonte vem do Arcquedotto Vergine que é outra parte interessante para ver. Basta seguir a pequena via que tem praticamente em frente de Trevi, que me esqueci de anotar o nome, e a poucos passos aparece uma placa informando do lugar. A importância deste está no fato de ter sido construído pelo braço direito do imperador Augusto, Marco Vipsanio Agrippa, em 19 a.C.


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Dalí segui para ver Il Quirinale, o obelisco no ponto mais alto de Roma, construído onde um tempo foi o templo de Quirino e eis a origem do nome.

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Não perdi muito tempo, voltei um pouquinho nas ruas e segui para o Partheon. No meio do caminho a igreja de San Carlo alle Quattro Fontane me chamou a atenção e entrei para ver. Ali cheguei a uma conclusão: naquela época era duro ser artesão pois, do chão ao teto, tudo era pintado!
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Perto, e um pouco depois dalí, encontrei a Coluna de Marco Aurélio toda trabalhada com cenas de guerra. Rica em detalhes bem preservada é um tesouro pouco visitado.


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Enfim o Partheon, templo pagão dedicado a todos os deuses. Construído pelo imperador Adriano é o único monumento romano que permaneceu intacto até os diasde hoje. Um dos motivos é o fato de ter sido o primeiro templo trasnformado em igreja após o convertimento de Roma ao cristianismo.


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A região entorno é bem servida de bares e restaurantes e tem uma fontana que serve de banheira para pombas. Pode acreditar, é muito bonita. Tomar um café ou gelato sentado em um dos quiosques, ou mesmo saborear uma deliciosa insalta caprese, observando o vai-e-vem frenético do lugar é relaxante. Embora, para mim, a experiência foi inversa pois foi justamente onde eu tive a minha primeira briga em italiano com um garçon. Foi o único episódio chato da viagem.

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Pensando que estava indo para a Piazza Venezia (só agora me dou conta que não fui lá) segui até a Chiesa della Minerva onde fiz uma foto muito interessante de outro obelisco (a cidade é cheia deles) de um elefante.



Uma das coisas que gosto de fazer é entrar em ruas que não fazem parte do percurso. Foi assim que me encontrei de frente com um grande pé de uma estátua. Sem nenhuma cerimônia, entrei no sebo ao lado e perguntei do que se tratava. Fui informada que é o que restou do colosso da deusa Isede. Observem como é quase do tamanho de um carro.




Nesta época do ano, em Agosto, os italianos saem de férias e fecham os estabelecimentos. Incrível! Deparei-me várias vezes com uma placa na porta, como esta embaixo, escrito: chiuso per ferie.

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Ali perto estava a Piazza Navona e segui para lá. Entre uma rua e outra me deparei com o que se tornou uma das melhores surpresas desta viagem, o Caffè Sant Eustachio. Viciada em café como sou, aquela bebida quente, perfumada e densa despertou o meu paladar. Não sei descrever o gosto mas sem sombra de dúvida é o melhor café que já tomei na minha vida. Ao elogiar a qualidade da bebida, fiquei sabendo que era produto brasileiro. O meu orgulhou fez surgir um sorriso no rosto que o proprietário, gentilíssimo, parou o atendimento para me fazer conhecer o estoque. Os grãos são provenientes de uma cooperativa de Poço Fundo, sul de Minas Gerais, cultivados organicamente. Além de fazer um produto maravilhoso a cooperativa ainda faz um trabalho social com crianças da região. Saí de lá devorando uma barrinha de chocolate sabor café.

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Depois desta experiência cheguei finalmente na Piazza Navona. Para mim, a mais bela de Roma. Hoje é circundada de edifícios dos séculos 16 e 17, mas na época dos romanos era um estádio construído para uma olimpíada. Um dos atuais edifícios encontra-se a embaixada brasileira com a nossa imponente bandeira hasteada sobre o balcão. A atração principal da praça é a Fontana dei Quattro Fiume que tem o mesmo número de gigantes de pedras representando os maiores rios conhecidos naquela época: Ganges, Rio da Prata, Danúbio e o Nilo. As outras duas, Del Moro e Netuno, são igualmente impressionantes. Naquela hora já havia tantos turistas que não consegui tirar nenhuma foto boa. Mas é preciso ir até o lugar para entender a magia que existe ali. A música tocada por uma banda, o ruído dos restaurantes e as cores dos palácios são capazes de criarem uma atmosfera única.



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Como a ordem do dia era andar, segui para a Piazza e Porta Del Popolo tendo em mente que iria ter um belo por do sol. E, como em Roma, no meio do caminho sempre tem uma igreja, pausa para fotos, mas somente do pátio para não perder a luz do dia nos demais lugares que ainda ia. Detalhe: a piazza era um local de execução pública nos séculos passados. Hoje, uma reunião arquitetônica renascentista, barroca e neoclássica. Entre aqueles monumentos, e mais outras estátua de Netuno, consegui achar um lugar para sentar e descansar. Alguns minutos mais tarde, com o ânimo refeito, era hora de subir a via e ver Roma de um belo panorama. Mais uma vez eu posso dizer, esta é a minha cidade italiana. A claridade solar daquele horário, 17h30, mais a arquitetura e o clima quente, mas agradável, me fez sentir feliz por estar ali contemplando tanta beleza. Olhava a cidade ao fundo e a piazza em primeiro plano e deixava a retina fotografar para o cérebro aquela maravilha criada pelo homem.

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Acabou? Claro que não. Próxima parada, Piazza Spagna. Longa e de forma irregular, tem uma das principais atrações da cidade: la Scalinata di Trenità dei Monti e, ao fundo, a igreja do mesmo nome e outro obelisco. Em volta, tantos casarões antigos e coloridos. Na primavera, as flores nas jardineiras existentes no meio da escadaria transformam o lugar numa verdadeira passarela. Aliás, o lugar respira luxo e grandes estilistas fazem apresentações de suas criações ali. Em frente, tem a via mais VIP do lugar, a Dei Condotti. Grifes como Gucci, Chanel, Max Mara, Salvatore, Valentino, entre tantas outras, estão expostas ali. Também tem o famoso Caffé Greco. O lugar é refinado e tem ótima apresentação. Entrei, provei e não achei nada demais. Depois do Sant Eustachio vai ser difícil.

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Os pés já davam sinais claros de cansaço, mas o dia não tinha acabado. Descendo a famosa via encontrei um artista de rua. Ele reproduzia com giz e os dedos uma pintura que mantinha perto. Já tinha visto algo em Firenze, mas este conseguiu ser muito preciso na arte. Algo interessante: ao lado da pintura tinha um “informativo” apontando a direção dos principais pontos turísticos da vizinhança.


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Seguia para Castel Sant’Angelo. A caminhada foi boa, mas pude ver o Palazzo di Giustizia e fazer fotos na Ponte Umberto I. Até chegar ao meu objetivo fui contemplando Trastevere do outro lado do rio Tevere. A noite, o lugar se torna um dos points mais badalados de Roma.


Cheguei ao meu destino extremamente cansada o que me fez aproveitar pouco a visita. Usei a minha última opção do RomaPass. Castel Sant’Angelo é imponente e foi construído como o mausoléu do imperador Adriano, mas com os anos teve várias finalidades: fortaleza, prisão, refúgio papal, caserna e palácio de festa. Para chegar é preciso atravessar uma ponte que dispõe 14 estátuas sacras. Sobre o castelo tem uma escultura do arcanjo Miguel que foi posta, no século VI, após o papa Gregório Magno pedir ajuda divina para livrar a cidade da peste. Conta-se que, direto do Vaticano, ele viu o anjo com a sua espada sobre o monumento. Era um sinal que a mortandade estava no fim. Depois disto passou a ser conhecido com o nome que tem hoje.

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Final do dia. Voltei ao albergue tomar um banho, comer algo e dormir. O dia seguinte começaria cedo!

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Obs.: para fazer os trajetos deste dia eu usei o metrô para economizar tempo. Mesmo assim, andei muito de alguns pontos ao outro. Resultado: precisei comprar analgésico para alivar as dores nos pés antes de dormir.

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Ciao!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Roma - 1° dia

É difícil começar um texto depois das férias sem lembrar-me das redações escolares. Dá até saudades.. das férias, vamos deixar claro!

Nunca imaginei uma cidade que poderia mexer tanto comigo como Roma. A cidade eterna me hipnotizou. Chegando no hotel eu tinha pensado de me sistemar primeiro, escolher qual seria o roteiro do dia e então sair e desbravar os monumentos, mas como os quartos do albergue ainda não estavam liberados, deixei minha pesada mochila na recepção e comecei o meu passeio pelo Coliseu.

Da estação Termini fui descendo a via Cavour e absorvendo o clima da cidade. Pausa para um pedaço de pizza, aquisição de um chapéu para suportar o sol quente e fotos da Igreja Santa Maria Magiore.

As cores e os prédios antigos, contrastando com o azul celeste do céu, chamavam tanto a minha atenção que simplesmente passei desapercebida em frente da basílica de San Pietro in Vincoli onde está a famosa estátua de Moisés, de Michelangelo. Peccato.

Na cabeça só tinha um pensamento: chegar na maior arena de espetáculos da era romana. Ver a quantidade de turistas na frente dos portões me fez sentir feliz por ter comprado o RomaPass, €23, ainda na estação. Passei rapidinho pela bilheteria deixando para trás uma fila quilométrica de pessoas. Senti-me tão esperta.. rs. (Dica do Ricardo Freire que valeu muito a pena).


O tamanho do Coliseu me impressionou. As colunas derrubadas, os arcos, as galerias. Senti um misto de euforia e tristeza. A primeira por conhecer a história* do lugar, a arquitetura e engenharia utilizada, a genialidade de como foi concebido. A última por relembrar que milhares de pessoas morreram naquele lugar de formas mais monstruosas possíveis. Não consegui sair de lá rápido. Quase 4h depois, consegui convencer o cérebro que era preciso conhecer outros pontos turísticos.

Fotos no Arco de Constantino, Parco di Traiano e descobrir que Roma está cheia de esculturas do artista Jiménez Deredia. As obras, em forma de mulheres gordas, lembram Botero. Posso dizer que o contraste do moderno com o antigo me agradou e muito.

Foro Romano e o Palatino foram as próximas paradas onde eu pude usar, novamente o RomaPass, sem gastar mais dinheiro. Santo cartão! Ajudou-me a evitar o falimento. Com ajuda de um audioguida, €6, vi como os imperadores viviam. A casa de Augusto é impressionante. Difícil é entender que era preciso construir uma casa para a esposa Livia ao lado da sua. No mesmo sítio arqueológico tem o Arco di Tito, Templo di Apollo, Arco di Severo, Templo di Cesare, Via Sacra etc. Constatei que a falta de sinalização nos monumentos faziam com que os turistas passassem por estes sem entender do que se tratava. Eu mesma tive dificuldades para identificar o lugar onde César foi cremado e, depois, construído um templo. Por causa desta falha ouvi de alguns turistas que tudo aquilo era um monte de pedras.

Os pés já começavam a reclamar mas ali perto estava a Piazza Del Campidoglio que merecia ser conhecida. Final da noite e era hora de voltar ao albergue, descansar um pouco e depois sair para comer. Ainda não tinha aprendido que só volta ao hotel na hora de dormir pois se perde muito tempo. Pensava em ir a Piazza Navona mas acabei na Piazza Campo dei Fiori. Entrei na pizzaria Il Stragnero, só pelo nome não deveria ter entrado, e, entre o primeiro atendimento ao momento de comer a minha pizza margherita, €9, passaram 45minutos. Não recomendo apesar da qualidade do pasto. Esperar tanto me dá nos nervos.

Na hora de voltar ao hotel, uma passada numa gelateria da vizinhança. Já era hora de dormir pois o dia seguinte começaria bem cedo! Mas isso fica para o próximo capítulo.

Ciao!



* O Coliseu foi construído, no ano 78 d.C, por um "arquiteto" chamado Gaudêncio. O seu nome simplesmente não aparece nos livros de história e nos relatos de Roma porque ele se converteu ao cristianismo e acabou sendo morto na arena de sua grande obra. Assim, foi riscado dos registros oficiais após a sua conversão.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Noticias direto de Roma

... e com os pés gritando para que eu saia de cima deles, posso dizer que esta é a minha cidade italiana. Sem duvida alguma. O calor, as pessoas, o ambiente me fazem sentir um pouco perto do Brasil. Até a confusao no transito e as ruas sujas ..rs
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Agora, pq ninguem me disse que o Coloseo hipnotisa as pessoas? Fiquei 5h horas e tive que convenser a cabeça que tinha que ver outras coisas..Ah, e pela minha primeira vez briguei feio com um italiano. Mas isso eu vou postar quando chegar em casa.
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Amanha tem mais. Vaticano e um giro fora da mura.
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Aguardem fotos.
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Ciao!

domingo, 23 de agosto de 2009

Resolvi escrever uma carta. Quanto tempo não faço isso. Será para mim mesma, daqui a 10 anos. Muitas coisas acontecendo na minha vida e gostaria de relembrar, futuramente, com detalhes deste momento.
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Ciao Cláudia!

Esta é a primeira carta que escrevo para você. O nosso tempo é diferente. Estamos separadas 10 anos uma da outra. Amanhã você estará embarcando para aquela que promete ser uma das melhores férias da sua vida. A emoção é forte pois vai conhecer Roma, Pompéia, Nápoles, Capri e Caserna. Esta última foi uma dica de último momento. No último mês se dedicou a pesquisar o roteiro, levantar hipóteses, saber o que vale a pena fazer, o que descartar. Encontrou tantas possibilidades que fez a tua habitual ansiedade ir ao cúmulo do absurdo. Agora são 22h32 e ainda falta terminar de arrumar todas as coisas, inclusive fazer a escova e não sabe se vai dar tempo.

É, você ainda é muito ansiosa. A possibilidade de fazer alguma coisa que tanto deseja te desestabiliza. Além desta viagem, a busca por uma bolsa para o master tem tirado o seu sono. Tempos atrás o que tirava o seu sono eram os shows dos eventos de assessoria que era responsável. Agora, voltou a acordar no meio da madrugada pensando se vai conseguir ou não a tal bolsa. Se houvesse um telefone entre nós duas, eu te ligaria para saber o que vai acontecer. Aproveitaria também para perguntar o número da loto italiana. O prêmio de ontem foi de 148 milhões de euro. Uma fortuna.

Na verdade, você se sente fortunada pois está vivendo o que sempre desejou. Atualmente não gosta do que faz mas gosta da vida que tem na Itália. Onde será que você está agora neste 10 anos depois? Está feliz? Se sente realizada? Tem algo que eu deveria fazer diferente para não me arrepender? Estou fazendo as escolhas certas?

Não sei como você é agora, mas hoje vive a transição aproveitando a maturidade. Algumas coisas estão entrando no eixo. Nos últimos dias você tem observado que ser solteira é bonito. Que, talvez, casar não seja tão essencial assim. Ter filhos ainda continua na lista mas a dificuldade para educar uma criança coloca um ponto de interrogação na sua cabeça.

Já fazem 17 meses que você saiu de casa. Não se sente mais a menininha do papai. Sabe que pertence ao mundo. Ainda não encontrou um lugar para chamar de seu. Porém sente falta da família. Por telefone e fotos vê àqueles a quem ama seguindo o rumo de suas vidas e você não está nelas, ao menos diretamente.

Espero que tenha orgulho de mim, do que estou fazendo hoje. Daqui a 10 anos vou saber.

Baci e arrivederci!


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A arte, ou o cálculo matemático, de fazer as malas

Arrumar a mala é uma arte. Para alguns, um cálculo matemático. Nos dois casos, para mim, é um verdadeiro desastre. Não sou criativa para o primeiro e, para o segundo caso... bem, digamos que não consigo somar 2+2 duas vezes consecutiva e obter o mesmo resultado. Melhor contar com a sorte e seguir as dicas de quem já fez o roteiro.

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Agora, o que considerar na hora de fazer a mochila para uma viagem no estilo “mochilão”? Fatos a considerar: é verão, a bagagem, que é de mão, não pode pesar mais de 10 kg e, segundo as normas de segurança nos aeroportos, produtos líquidos podem ser transportados somente em volumes de 100 ml e em frascos transparentes.

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Solução:

Primeiro, roupas leves e que podem ser usadas várias vezes;

Depois, lembrar que algumas coisas podem ser compradas no destino.

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Eu vou fazer assim:

Xampu, creme de cabelo e de corpo, desodorante – levo em pequenos frascos (mais barato comprar estes e usar os produtos que já tenho em casa);

Filtro solar, sabonete e pasta de dente – compro no primeiro Acqua&Sapone que encontrar pela frente.

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As roupas:

Duas bermudas, seis blusas, um vestido, tolha pequena, roupas íntimas, havaianas, um chapéu, meias, um tênis, uma sandália, escova de dente, de cabelo, fio dental, óculos de sol, kit vaidade (baton, lápis de olho, sombra e máscara), carregadores de bateria (celular e maquina fotográfica) e esta última. Pronto. E ainda sobra um espaço para a volta que é sempre problemática!

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Obs.: Quem está vindo à Itália é bom saber que nas igrejas não é permitido a entrada de pessoas com short, mini saia, camisetas de alcinha ou braços/barriga de fora. Atenção na hora de fazer a mala.

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Arriverdeci e buon viaggio!

domingo, 16 de agosto de 2009

Pêndulo

Gostaria de acreditar que a vida é uma estrada em que sempre seguimos em frente. É natural acreditar nisso quando pensamos no amadurecimento pessoal que somos sempre coenvoltos. Porém, basta frações de segundos para sermos arremessados num espaço que confude passado e o imaginável e voltamos em um ponto da nossa vida que já imaginavamos superado. E pode acontecer com uma música, o cheiro do café, do shampoo, do sabonete, um perfume, um sabor esquecido, um filme de sessão da tarde, um retrato, um livro. Aí você lembra que algo se perdeu, ficou para trás, e não pode ser trazido à sua nova realidade. Nostalgia, dirá alguns. Eu diria que são lembranças das escolhas que fiz. Nem tudo que desejei foi possível realizar. Antes de dizer o ditado "melhor se arrepender do que fez do que aquilo que não fez", penso positivo: vivos as escolhas que fiz.
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Contextualizando: não ouvir Chico Buarque em momentos delicados. Alguém pode me explicar a sensibilidade desta música Todo O Sentimento - Paris ?

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Planejando as férias

Agora posso falar: vou passar minhas férias em Roma e Nápoles e ainda aproveito para conhecer Pompéia e Capri. Estava organizando tudo e vendo as possibilidades. Como já fechei o roteiro, comprei as passagens e reservei os hotéis, está na hora de compartilhar com vocês.

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Serão apenas seis dias, de 24 a 30 de Agosto, e no total estilo mochilão. Ou seja, economia total. Apesar das escolhas serem baseadas no que pesa, ou não, no bolso, a qualidade do percurso foi mantida.

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O roteiro:

Dias 24, 25 e 26 – Roma e Vaticano

Dia 27 – Pompéia

Dia 28 – Nápoles

Dia 29 – Capri

Dia 30 – Retorno a casa (em off: chegando a Treviso, há a possibilidade de fazer um bate-volta até Trieste e aproveitar o último dia de férias).

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Encontrei uma promoção de passagem aérea para Roma, pela Raynair, no site da VolaGratis, por apenas €36,00 ida e volta.

Para fazer os percursos internos mais distantes da “Cidade Eterna” vou comprar o bilhete de ônibus, com validade para três dias, a €11,00. Nos demais destinos, farei uso somente do ticket diário, com validade e duração variáveis.

O meio de locomoção entre as demais cidades será o trem. Os preços são atrativos, basta olhar no site da TrenItalia. Assim, de Roma vou até a Estação Central de Nápoles, por € 19,50. De lá, mudo de trem para a Estação Pompei Scavi Villa Misteri, por € 2,40, e vou conhecer o famoso sitio arqueológico de Pompéia.

Para ir a Capri será necessário usar a barca. Pela Caremar o ticket sai por €7,60.

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Hospedagem

Para Roma, tive excelentes recomendações do Hotel Alessandro Palace na comunidade no Orkut “Europa de Mochila”. Na verdade è um albergue da juventude e o valor da diária, em dormitório misto para seis pessoas, um preço bastante interessante para a cidade, somente € 22,00. Pelos comentários de quem ficou lá, estou tranqüila*. O albergue está perto da Estação Termini, staf bom, quartos e banheiros limpos.

Farei de Nápoles minha base para Pompéia e Capri. Depois de procurar MUITO por um “ostello” com ar condicionado no quarto, relaxei e desisti. Vou ficar no bem recomendado Hostel of the Sun que tem apenas ventilador para os dormitórios e vou pagar € 20,00, pela diária. Neste, o ar é somente para as suítes que estavam fora do meu orçamento mochileiro. A favor tem as boas recomendações nos sites de prenotações de hotéis e da Carla, da comunidade no Orkut (grazie cara), que já esteve alojada por lá. Pelo o que me foi informado, a zona onde está localizado o hotel é segura.

*A única coisa que me preocupa nesta viagem é a insegurança destes belos pontos turísticos. Para quem viveu 32 anos no Brasil e nunca foi assaltada, é normal sentir medo, certo? Para entenderem o que falo, até os guias italianos informam quais pontos a serem evitados, principalmente pelas mulheres, atenção às carteiras e mochilas e evitar determinados pontos à noite.

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Informações

Para pensar o que fazer e onde ficar pesquisei muito. Vou deixar os links e nomes dos guias do que tenho visto. Assim, quem pretende planejar algo semelhante poderá se inspirar também.


Para Roma e Vaticano:

Para Pompéia:

Para Nápoles e Capri:

  • guia Napoli e la Costiera Amalfitana, editora EDT – Loney Planet, de Duncan Garwood e Cristian Bonetto.
  • Site do viajante profissional, e meu guru, Ricardo Freire: Viaje na Viagem.

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Arrivederci!