Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Qual é a boa...

...do final de semana? Quando não se têm praia por perto e está cansado de ir à grande cidade ver exposições, a boa são as feirinhas nas praças da cidade.
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Em Treviso, no centro da cidade, temos duas onde se concentram os eventos: Piazza dei Signori e Piazza della Borsa. São nestas que sempre acontecem exposições de produtos típicos de diversas partes da Itália e da Europa.
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Particularmente eu adoro. Provo todos os tipos de queijos, doces, as lames, frutas, tortas, sorvetes etc. E sempre tem uma musica tocando ao fundo ou apresentações de bandas que podem ser um rock romântico ou folclórica.
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Os italianos não gostam de Shopping Center. A diversão para eles è sair à rua, nos finais de semana, ver vitrines, entrar numa osteria e beber um vinho ou aperitivo com amigos. É uma concentração de gente bonita que quer mostrar o que tem ou aparenta ter. Bem, mas em todo lugar do mundo è assim, não é mesmo?
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Então ficam algumas fotos da ultima feirinha que estive.




E para você, qual a boa do final de semana?

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

As quatro estações do ano

No Espírito Santo eu sempre brincava que tínhamos somente duas estações: a Pedro Nolasco (ferroviária) e o verão. O inverno era tímido, exceto nas montanhas. Quando chegava aos 18°C, era motivo de usar casacos de la, botas e querer tomar chocolate quente. A primavera era, para mim, um pouco difícil de identificar. Num lugar onde se tem flores o ano todo, não se pode dizer que é a estação em que estas aparecem. Ok. Eu identificava pelas trepadeiras que floriam nesta época, e . Outono, apenas o clima era mais agradável.
Aqui, no Bellpaese, as estações são definidas. Fáceis de identificar. Sente pelo clima, pela transformação da natureza e pelo humor e saúde das pessoas.

Vamos por parte e com fotos:

Inverno – Somente depois de 8°C se pode dizer que esta realmente frio. Antes disso é fazer graça. Nesta época surgem as gripes. Os telejornais falam de uma onde de vírus mais perigosa que nos anos anteriores, os hospitais se preparam para receber pessoas com a famosa “influenzia” (gripe ­+ febre). Pelo que entendi, os sintomas são como os da dengue. Pela maldição, um dia todos tem a ingrata experiência de ser internado por causa da dita. Os dias são curtos e às 16h já começa a escurecer.



Primavera – O clima è agradável sempre em torno de 18-24°C. As flores nascem com uma força como jamais tinha visto. Abro um espaço para falar dos botões de rosas e diversidades destas. Até então eu pensei que tinha apenas um tipo, aqui descobri a gama de variedade. Os mercados de flores são de apaixonar. Copos de leite, que aqui são chamados de callas, tulipas, girassóis, rosas, Íris, entre tantas outras, formam um colorido espetacular aos olhos.

Verão – Como toda parte do mundo, eu acho, è o ponto alto com 28-40°C. As cidades, exceto as do litoral, ficam vazias nos finais de semana. Quase todos vão para a praia ou montanha. Em Agosto os italianos estão de férias. Os negócios são fechados. Portas baixas mesmo! Tudo è mais caro. Nas cidades turísticas, é mais fácil achar um estrangeiro que um italiano. Sorvete, coquetel e muita água mineral ajudam nesta época. Os dias são longos e somente findam após às 20h30. E, para comer, muito peixe e frutos do mar. Mammamia, como eu amo muito tudo isso... rs


Outono – O clima mais agradável, com ventos frescos vindos dos Alpes, permitem que a vida volte ao normal. As folhas começam a cair e a natureza começa a se preparar para tirar férias. As cores são amareladas com o por do sol acontecendo mais cedo.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

De volta!

Uma das coisas chatas de morar longe da família é não ter pessoas que levantem a sua bola quando necessário. Ultimamente preciso daquele animo para acreditar que tudo vai dar certo, que é apenas um momento. E onde está a pessoa que sabe falar a coisa certa, e não a conveniente, no momento justo? Esta do outro lado do Atlântico preocupada comigo. Mi manca, mamma!
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Vou compartilhar o que anda acontecendo. Faço isso para poder mostrar que a vida também não è um mar de rosas aqui na Europa. Seria muito fácil tirar onda e dizer: “olha como a minha vida é maravilhosa”, “ah, hoje estive em Venezia outra vez”! Fazendo isso, seria enganar os poucos que me lêem e, de certa forma, negar para mim mesma o que estou vivendo.
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O caso:
Vim para Itália com o permesso di soggiorno que é um “visto” que se obtêm através de um parente que italiano e que assume a responsabilidade sobre você aqui no Belpaese. Com este documento, você tem direito a tudo (estudar, trabalhar, saúde, viajar, comprar, vender etc.). De ano em ano, ou conforme a validade, é necessário renovar. Aqui entra o meu drama. Devido alguns problemas, não sei se o meu será renovado. Isto me aflige muito pois não estou preparada para retornar ao Brasil.
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Não é nada contra o meu país mas é o fato de não ter realizado ainda o que vim fazer aqui, o máster. Somente a possibilidade de voltar um ano depois sem nada nas mãos me aflige muito.
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Outra coisa que me angustia é deixar a liberdade que conquistei aqui. Mudar de país faz a pessoa descobrir-se e hoje vejo que me tornei mais confiante em mim, mais alegre e independente sem ter que dar satisfação a ninguém e, melhor ainda, sem nenhuma pressão.
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Voltar seria confrontar pessoas que eu amo e que esperam de mim comportamento que tinha antes de partir. Ok, é fácil dizer: basta mostrar que você não é mais a mesma! Sim caro, muito fácil se a pressão para ser perfeita não acabasse comigo.
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Bem, depois deste desabafo você pode torcer “um cadim” por mim? Pensamento positivo é sempre bem vindo.
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Grazie Mille!

Sábado, 6 de Junho de 2009

AVISO

Desculpem o sumiço. Estou com visitas em casa. Vejam que chique, meus hospedes são Papai Noel, coelhinho da Páscoa, 7 anões, duendes e fadinhas. Se eu demorar, saiba que é porque eles gostaram tanto da minha recepção que resolveram estender a temporada de ferias em minha companhia.
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Não entendeu nada? Entao leia o post abaixo.
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Fui

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Qual país de primeiro mundo? Ou, eu sou palhaça?

Uma coisa que me deixa irritada na Itália é a conexão com a internet. As possibilidades existentes são: fixo, por modem ou celular. A minha escolha foi o acesso por modem (chiavetta) da Vodafone. A princípio o meu plano era Vodafone 100 horas, por mês, no valor de 25 euros. Poderia haver a de 24h, mas seria necessário um contrato de dois anos e cobrança direta no cartão de credito. Fato que não faço nem sob tortura.
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Quando realizei a compra do serviço eu não tinha domínio do italiano e levei um amigo comigo. Ele fez toda a negociação mas lembro de ter perguntado se seria somente os 25 euros por mês e nada mais. Diante da confirmação, fechamos. Mas no final do mês tive o desprazer de ter que pagar 30 euros. A justificativa foi que eu tinha gasto todos os créditos e era necessário haver um pouco (algo que não fui informada anteriormente). Como não era o caso, teria que pagar este valor. Mas, para me consolarem, disseram que poderia usá-lo futuramente. Como eu ainda acredito em Papai Noel, coelhinho da Páscoa, fadinhas e duendes, acreditei neles. Mentira. Via na cara que estavam passando o bico na estrangeira aqui. Sentia-me como aquela publicidade brasileira que ensinava o consumidor a denunciar os abusos dos comerciantes no PROCON.
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As quase 3h por dia não eram suficiente para mim. Assim sendo, as 100h acabavam antes do mês. Eis um dos motivos de não atualizar constantemente o blog. Ficar sem net me deixa louca. É a única forma de comunicação, durante a semana, com as pessoas. E, andar naquele negocio me incomodava.
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Mês passado, depois de uma pequena confusão, troquei de posto onde pago a minha net. A promoção não existia mais e foi necessário fazer outro. Agora tenho 150h, por mês, pagando 25 euros... hahahaha... Vou rir de mim mesma foi já vi este filme.
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Mas o motivo deste post é. Diferente do pacote anterior, neste eu tenho 5h por dia. Porém, se passo um minuto, perco todos os meus créditos. Como me conheço, tenho anotado os meus horários de conexão. E quem disso que isso me ajudou em alguma coisa! O fato que fiquei novamente sem net. Mas não porque usei tudo o que poderia. Antes, estava dentro do meu tempo. Agora, meu caro leitor, onde posso reclamar? Aqui não tem o Código do Consumidor. Já liguei no numero gratuito e não há nada para fazer.
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Enquanto isso vou morrendo no dinheiro e comprando horas extras, sendo que eu deveria ter pois já paguei, e tento mandar sinal de fumaça para o mundo.
Mas, ó, quem pensa que a Itália è país de primeiro eu só posso dizer duas coisa: ou não mora aqui; e, se mora, veio lá do lugar onde o Juca perdeu as botas no Brasil, assim, qualquer lugar é melhor. Até o Afeganistão.
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Pronto! Falei e acabei com o sonho de país perfeito para algumas pessoas.

Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Selo Mulher Bem Resolvida





O primeiro selo a gente nunca esquece!

A fofa da Annah World quem me indicou e fiquei super feliz não só pelo selo em si mas pelo que ela escreveu no final: "ps: Blogs que adoro de mulheres admiráveis, além de lindas resolvidíssimas na vida. Me espelho nelas ;)".

Sentiram a responsabilidade?

Obrigada Annah!

Agora tenho que distribuí-lo. Vamos as regras:
1. Exibir a imagem do selo.
2. Postar o link do blog de quem recebi o selo.
3. Escolher mulheres bem resolvidas e distribuir o selo.
4. Avisar as escolhidas.

E o selo vai para...
Adriana, do DriVeryWhere
Raquel, da Casa da Raquelita
Laura, do Não tem pão francês na França

Beijos para todas que me leem e que me inspiram!

Sábado, 2 de Maio de 2009

Homenagem à Ayrton Senna que ainda hoje me inspira


























Sempre busquei me inspirar para conquistar meus objetivos. Existem pessoas que me influenciaram mesmo sem nunca te-las conhecido. Uma destas è Ayrton Senna da Silva. Mito-herói brasileiro, para mim uma pessoa que alcançou sucesso por sua força de vontade e dedicação. Nada de super, apenas determinação. Das biografias que eu lia, me encantava ao ver que ele não desistia ate conseguir o que planejava. Quando entrou na McLaren ele chegava às oficinas antes dos mecânicos somente para poder mexer no carro e assim conhecer o seu equipamento. Não aceitava perder, nem para o sobrinho. Quando todos diziam que era difícil ele trocava os pneus e acelerava na chuva. Daí veio o apelido "o rei da chuva". Quantas vezes eu me peguei torcendo para chover, durante uma corrida, por causa dele.
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Fora da pista era um grande amigo. Brincalhão è o adjetivo que àqueles que o conheciam dedicavam a ele. Fazia pelo social sem falar nada para ninguém. Não usava de marketing a ajuda que prestava aos outros.
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Tinha um olhar doce, um sorriso de menino e atitudes coerentes de um homem maduro.
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Ontem, 1° de maio, completou 15 anos que tudo terminou na curva Tamburello, em Imola. Lembro que via a F1 pela TV e chovia. Naquele momento, ao ver o acidente, meu coração apertou e fui tomado de angustia. Este sentimento ainda não passou.
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Pelas minhas viagens pela Itália sempre passo de trem por Imola. Impossível não recorda-lo.
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De tudo, o exemplo de determinação ficou.