sábado, 22 de maio de 2010

Carta - 23 de maio de 2010

Ciao Cláudia,

É a segunda vez que tento te escrever hoje. Primeiro, ainda na cama, vendo o dia nascer, pensava no Tempo, senhor de todas as coisas. Resolvi pensar melhor, deletei os primeiros rascunhos e somente agora, numa fresca mas ensolarada tarde de domingo, resolvi registrar meus pensamentos. E eles continuam com o Tempo.
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Tenho tanto a te dizer mas não encontro palavras. Faltam as primeiras letras para começar o assunto. Tudo porque não consigo parar de pensar no Tempo. Hoje eu o entendo como um fator da qual não temos nenhum poder sobre ele, mas o inverso não é verdadeiro. Se tentar ganhá-lo na força, erramos; se o aceitamos, aprendemos. Aceita-lo é complicado mas sem sombra de dúvida a melhor escolha.
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Eu, no ano 2010, fico pensando como você se relaciona com isso. Aliás, tenho observado algo que me deixou feliz. Entender o processo de como há um tempo estabelecido me faz ver que tudo tem ocorrido no tempo justo para mim, ou melhor, para nós.
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A carta de hoje é confusa, peço desculpas. Não é uma crise existencial, apenas estou num ritimo diferente. Espero te dizer mais na próxima. Contudo, quero te dizer que tenho muito orgulho do que temos conseguido HOJE. Talvez, este seja o único momento do Tempo em que temos controle.
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Bacio e arrivederci.

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